DAEV S.A.

Obra inédita iniciada em junho já removeu aproximadamente 429 caminhões de lodo e avança na terceira lagoa do reservatório


O desassoreamento da Barragem João Antunes dos Santos, iniciado em 22 de junho pela Prefeitura de Valinhos e pelo DAEV S.A., já alcançou um importante marco. Até esta segunda-feira (3), foram retirados aproximadamente 5 mil metros cúbicos de lodo e sedimentos, volume equivalente a cerca de 429 caminhões, representando 50% da meta prevista para a intervenção.

A obra integra o Programa Rios Vivos, do Governo do Estado de São Paulo, e é executada sem custos para o município. Ao todo, estão sendo removidos cerca de 10 mil metros cúbicos de material acumulado ao longo de um século nas lagoas da barragem.

Com o avanço dos trabalhos, as equipes atuam no trecho da terceira lagoa. De agora em diante, a retirada do material irá se concentrar em uma área atualmente tomada por taboas, vegetação que se desenvolveu sobre o grande volume de sedimentos acumulados ao longo dos anos. A intervenção evidencia a dimensão do assoreamento existente e o impacto positivo da recuperação ambiental em andamento.

Além de ampliar a capacidade de reservação de água, a obra contribui para a melhoria da qualidade ambiental do manancial e reforça a segurança hídrica do município.

 

Importância histórica

Mais do que um reservatório estratégico, a Barragem João Antunes dos Santos faz parte da história de Valinhos. Implantado no fim do século XIX para abastecer Campinas, o sistema passou a atender exclusivamente Valinhos a partir de 1941 e foi adquirido pelo município em 1974.

Esta é a segunda grande intervenção do Programa Rios Vivos na cidade. A primeira ocorreu no lago do Parque da Cidade, onde foram retirados mais de 26 mil metros cúbicos de sedimentos. A próxima etapa está prevista para a Barragem do Moinho Velho.

O diretor-presidente do DAEV, Luiz Mayr Neto, destacou a importância do avanço da obra. "Alcançar metade da meta prevista demonstra que está tudo no caminho certo para recuperar um dos mais importantes reservatórios de Valinhos. É uma obra histórica, que fortalece nossa segurança hídrica, preserva o meio ambiente e deixa um legado para as próximas gerações”, finalizou.

 

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