DAEV S.A.

A outorga de distribuição de água em Valinhos compreende a quantidade de 50.519,6m³/dia dentro do período regular, sendo 32,65% dos mananciais internos (16.497,60m³/dia), que são as represas; 9,19% dos sistemas isolados (4.646m³/dia), que são os poços profundos; e 58,15% do Rio Atibaia (29.376m³/dia).

Desta forma, Valinhos é abastecida por águas vindas de vários lugares, incluindo mananciais internos, externos e sistemas isolados. Conheça cada um deles:


Mananciais externos

Captação do Rio Atibaia (58,15% da água consumida no município) 

Localizada no km 119 da Rodovia Dom Pedro I, foi construída entre 1995 e 1996. Aqui a água captada do Rio Atibaia - que é abastecido pelo Sistema Cantareira - passa por uma grade para retenção dos sólidos grosseiros (gradeamento) e, em seguida, alcança duas caixas de areia. Essas caixas retêm grande parte dos sólidos em suspensão por decantação.

Após esse pré-tratamento, a água é bombeada para a Estação de Tratamento de Água (ETA) II, que fica no Vila Sônia. Isso ocorre por meio de adutora de 400 milímetros de diâmetro e 8,5 quilômetros de extensão, que passa por baixo da Rodovia Dom Pedro I. São aproximadamente 2,3 quilômetros de bombeamento e 6,2 quilômetros por gravidade.

A captação deste ponto de captação de água bruta opera com três bombas do tipo turbina de eixo vertical, sendo uma reserva e com potência de 450 cavalos. A adução da água bruta do Rio Atibaia é de, em média, 29.376m³/dia, representando 58,15% da distribuição de água na cidade.


Mananciais internos

Barragem Figueiras (18,81% da água consumida no município) 

Foi construída ao lado do Hotel Fazenda Fonte Sônia e às margens da Avenida Altino Gouvêia, no Jardim Pinheiros, O complexo é composto por quatro lagoas com capacidade de armazenar o total de 151.650m³, sendo três no Parque dos Lagos e um no Parque da Cidade "Ayrton Senna da Silva". 

A estrutura foi construída em parceria com ceramistas e oleiros, que fizeram o trabalho de escavação em troca da argila e da areia retirados do local. A água captada é enviada para a ETA I por uma adutora de 300 milímetros de diâmetro e 3.017 metros de extensão, com capacidade de bombear até 110 litros por segundo.

A adução da água bruta é de, em média, 9.504m³/dia, representando 18,81% da distribuição de água na cidade.

Barragem Santana do Cuiabano (reserva técnica)


A Barragem Santana do Cuiabano fica na fazenda de mesmo nome na Rodovia Dom Pedro I, propriedade da família Rocha Azevedo. A reserva é estimada em 120.000m³ de água. 

O manancial opera com dois conjuntos moto-bomba, dos quais um é reserva. A adutora - de 250 milímetros de diâmetro - tem 1.250 metros de extensão e capacidade para bombear 50 litros por segundo. A água é aduzida por recalque até um ponto mais elevado, de onde desce até a Barragem Figueiras por gravidade.

A adutora que leva a água da Santana do Cuiabano até a Figueiras é dividida em duas partes: o primeiro trecho é por recalque, enquanto que o segundo é por gravidade. É acionada sempre no período de estiagem, isto é, sazonalmente, ajudando a não faltar água ou a minimizar os impactos de uma estiagem severa à população valinhense.

A construção também conta com a colaboração do proprietário do Hotel Fazenda Fonte Sônia, para que dois córregos desviados aumentem a capacidade de vazão da lagoa.

Barragem João Antunes dos Santos (7,86% da água consumida no município) 

A Barragem João Antunes dos Santos fica localizada em Vinhedo, em área de propriedade do DAEV. A compra foi efetivada com base em decisão do Supremo Tribunal Federal, depois de longa batalha judicial contra o município vizinho. Ela alimenta a ETA I pela antiga adutora da Rocinha, que abastecia Campinas e que foi comprada por Valinhos em 1974. Desde então fornece água agora somente à cidade. 

O sistema - também conhecido como aqueduto - enviava a água até Campinas por gravidade, sem auxílio de bombas. Iniciada em 1876 e concluída em 1891 pelo engenheiro Robert Normaton, foi idealizado por Dom Pedro II para abastecer Campinas no século XIX. 

Quatro lagoas integram a barragem, que recebe água dos córregos Iguatemi e Bom Jardim. A adutora está dividida nos seguintes trechos:

  • o primeiro: com 375 milímetros de diâmetro, é de ferro batido e tem 540 metros de comprimento.
  • o segundo: com 375 milímetros de diâmetro e 475 metros de extensão, é de concreto centrifugado hume;
  • o terceiro: com 4.400 metros de comprimento e 457 milímetros de diâmetro;
  • e o quarto e último: subdividido em dois. Um deles com 375 milímetros de diâmetro e 2.390 metros de extensão e o final com bitola de 350 milímetros e 2.410 metros.

A adução da água bruta é de, em média, 3.969,6m³/dia, representando 7,86% da distribuição de água na cidade. A diferença é suprida pela Barragem Moinho Velho. Na estiagem de 2013/2014, essa barragem apresentou volume morto, com vazão nominal inferior a 9 litros por segundo.

Barragem Moinho Velho (5,98% da água consumida no município)

A função da Barragem do Moinho Velho é suprir a redução da vazão durante o período de estiagem na Barragem João Antunes dos Santos. Uma bomba conduz a água do Moinho Velho até uma caixa de passagem da adutora da Rocinha, que encaminha a água até a ETA I.

Essa barragem fica localizada no bairro dos Ortizes e foi inaugurada em 1996. A construção se deu em parceria com oleiros e ceramistas, que retiraram do local 120.000 m³ de areia e argila. A adução da água bruta é de, em média, 3.024m³/dia, representando 5,98% da distribuição de água na cidade.

Fontes isoladas

Sistemas isolados (10,7% da água consumida no município)

Integram os sistemas isolados 21 poços profundos, com sistemas operando no Vale Verde, Country Club, São Bento, San Fernando, Reforma, Parque Valinhos e Flávio de Carvalho. A maior parte é de poços com profundidade média de 150 metros, perfurados quando ainda não existia a ETA II e a captação do Rio Atibaia. Os sistemas receberam o nome do bairro ou local no qual estão localizados. 

 

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