Notícias1/6/2010 08:05:00
Valinhos é a 1ª no ranking de melhor desempenho ambiental na região
Valinhos é a 1ª cidade da RMC (Região Metropolitana de Campinas) no ranking de melhor desempenho ambiental. O município obteve nota 7,84 conforme o IDA (Índice de Desempenho Ambiental) de 2010, que mede as condições dos 19 municípios e foi divulgado no último dia 20, na Câmara Municipal de Campinas. Em 2007 Valinhos obteve a nota 5,06 e ficou em 4º lugar na classificação.
Para o prefeito Marcos José da Silva (PMDB), a garantia de um meio ambiente sustentável, que pauta sua administração desde o início em 2005, foi o fator primordial para que Valinhos conquistasse a colocação de destaque. "Avançamos quase três pontos em relação a 2007 e atingimos o primeiro lugar. Isso é reflexo do constante aperfeiçoamento de nossas ações na área ambiental, reconhecido por outras cidades e órgãos competentes. Por isso o nosso slogan é "faz bem morar aqui". O nosso governo tem primado por um trabalho de preservar e melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos valinhenses. A cidade e seus moradores ganham muito com isso", afirma.
Marcos destaca que um verdadeiro divisor de águas na história ambiental de Valinhos foi o fato do município ter se tornado, em março de 2009, o 1º da RMC e o 8º do Estado de São Paulo a efetuar licenciamento e fiscalização de empreendimentos de baixo potencial poluidor e outras atividades que possam causar impactos ambientais locais, por meio de convênio firmado entre a Prefeitura e a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Kiko Ferreira, complementa que Valinhos é atualmente referência no Estado de São Paulo, nessas atividades. "Também desde março deste ano, o município ampliou de 39 para 60 as atividades de licenciamento e fiscalização ambiental, atendendo deliberação do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente), para descentralização do processo", destaca.
Notas
De acordo com o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, a atribuição das notas para o IDA foi dividida em três grupos: verde; resíduos; e hídrico e ar. "Neste último, ocupamos uma posição de destaque nos quesitos distribuição e qualidade de água, 100% de esgoto tratado, além de controle total da poluição atmosférica", conta Kiko Ferreira.
Especificamente sobre 100% de esgoto tratado, o presidente do DAEV (Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos), Rover José Rondinelli Ribeiro, salienta destaca as obras de melhoria na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) localizada no bairro Capuava, com investimentos que totalizam R$ 710 mil em serviços para minimizar o odor exalado esporadicamente no local. A medida atendeu a uma reivindicação feita pelos moradores da região ao prefeito Marcos. A primeira etapa foi finalizada em agosto do ano passado e a segunda deverá estar concluída até o final deste ano.
Rover explica que a primeira etapa consistiu na reforma do flotador, que voltou a operar dentro dos índices de eficiência exigidos pela ANA (Agência Nacional de Águas). Já a outra etapa será referente a construção de um galpão fechado de concreto pré-moldado na unidade de tratamento preliminar da estação, onde operam a peneira rotativa e a caixa de areia. Com a conclusão da melhoria, Valinhos será uma das únicas cidades da região a contar com o tratamento preliminar fechado.
"Esses dois equipamentos recebem o esgoto bruto que chega da rede e é neste ponto que temos um odor mais acentuado. Com a construção do galpão, os gases gerados no tratamento preliminar, que hoje são levados pelo vento, ficarão confinados e serão aspirados pelo sistema de exaustão e tratados pelo filtro biológico já existentes no local", detalha Rover.
Ainda sobre o grupo verde, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente ressalta a inclusão de Valinhos no Projeto Ambiental Estratégico Município Verde Azul, que é promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para tratar das áreas verdes e água. O projeto implica em os municípios aderirem ao programa apresentando um plano de ação na área ambiental que possa ser auditado.
Ao somar no ano passado 73,18 pontos, cerca de 10 a mais do que em 2008 (63,98) pontos, na avaliação de 10 diretrizes ambientais, Valinhos classificou-se em quarto lugar entre os 18 municípios da RMC à época. Finalizando os fatores que garantiram uma boa pontuação no grupo verde, Kiko cita também o trabalho intenso de preservação de áreas verdes e ampliação do plantio de mudas de árvores nativas em vários pontos da cidade.
IDA
Para o vereador Dário Saadi (DEM), autor da lei que instituiu o IDA na RMC, o indicador traduz a situação ambiental dos municípios e é uma ferramenta importante para que governos, técnicos, gestores e habitantes priorizem as ações municipais e regionais para melhorar a vida urbana. O presidente da Emplasa (Empresa de Planejamento do Estado de São Paulo), Manoelito Magalhães, informou que pretende replicar o indicador nas regiões metropolitanas de São Paulo e Baixada Santista, porque ele permite comparações fundamentais para o aprimoramento de políticas públicas.
O índice é composto pela avaliação do desempenho dos municípios em qualidade da água e do ar, dos resíduos sólidos urbanos e preservação das áreas verdes. A qualidade da água é avaliada a partir de notas para a distribuição, afastamento e tratamento de esgoto. Na área de resíduos sólidos, entram desempenho em reciclagem, compostagem, coleta de lixo, tratamento de entulho de construção, de resíduos industriais e coleta e tratamento de resíduos hospitalares. A qualidade da preservação de áreas verdes é avaliada por notas a itens como matas ciliares e quantidade de áreas verdes.
Classificação anterior
Na classificação de 2007, Valinhos ocupava a quarta posição e Sumaré, que neste ano ficou em 19º e último lugar, a sétima. Campinas, que tinha o terceiro melhor desempenho em 2007, caiu para o sexto lugar no ranking ambiental regional. Já a RMC melhorou em 36,9% o IDA nos últimos três anos, mas ainda é preciso investimentos em tratamento de esgoto, em reciclagem de lixo, em recomposição de matas ciliares, áreas verdes e arborização urbana e na coleta e tratamento de resíduos industriais. Nestes itens, a maioria das cidades está devendo investimentos.
O professor de gestão pública e meio ambiente da PUC-Campinas, Ernesto Paulella, atribui o acréscimo geral na pontuação dos municípios à maior conscientização dos prefeitos e população na questão ambiental, à política pública voltada para saneamento que tem contado com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), do programa Água Limpa, verbas oriundas da cobrança estadual e federal pelo uso da água.
O controle de resíduos sólidos, o monitoramento constante da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e programas estratégicos como os de mata ciliar e pagamento de serviços ambientais também resultaram na melhoria da qualidade ambiental da região, finalizou Paulella.
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