| Estação
de Tratamento de Esgotos Sanitários -
ETE Capuava |
 |

A Estação de Tratamento de Esgotos
de Valinhos é constituída dos seguintes
componentes principais:
Grade grossa e medidor
de vazão.
Logo após a chegada dos esgotos foi instalada
a grade grossa (executada em aço carbono
zincado a quente e operação manual),
com abertura de 4 cm. Há também um
medidor de nível d’água na calha
Parshall (por ultra-som) e registrador e integrador
automático de vazão.
Foram instalados três conjuntos elevatórios,
sendo um de reserva, cada qual com capacidade de
recalque até 300 l/s; e variador de freqüência,
para cada conjunto elevatório para o melhor
funcionamento e operação do sistema.
Peneira rotativa e
caixa retentora de areia.
Os esgotos brutos são recalcados para a peneira
rotativa. Logo após a peneira rotativa, há
uma grade fina mecanizada com perfil circular e
uma grade manual, com barras de secção
retangular executadas em aço carbono zincado
a quente, com abertura de 1 cm, dispostas lado a
lado em dois canais com largura de 1,60 m cada,
para ser utilizada em ocasiões de manutenção
da peneira rotativa.
A seguir os esgotos são distribuídos
para duas caixas de areia mecanizadas (em paralelo),
de sessão quadrada, em planta, com lado de
6,0 m. Para evitar exalação de odores
neste conjunto, os gases serão succionados
e enviados a um reator para tratamento de gases.
Essas caixas de areia, assim como as grades, têm
condições de atender ao sistema, até
o ano 2018. Essas caixas de areia são mecanizadas
e dispõem de dispositivo para remoção
de areia, com baixo teor de matéria orgânica.

Reatores anaeróbios
de manta de lodo.
Os efluentes remanescentes, da caixa retentora de
areia, têm acesso ao módulo do reator
anaeróbio de fluxo ascendente e manta de
lodo. O lodo descartado (manualmente) deste módulo
tem acesso, por gravidade, a um poço de sucção
de onde é recalcado para as centrífugas.
Os gases coletados nas calhas existentes na parte
superior do reator anaeróbio são destinados
ao queimador tipo “FLARE”, ao passo
que os gases exalados na superfície dos reatores
serão encaminhados para reatores de leito
fixo, para tratamento físico-químico
e biológico. Os reatores anaeróbios
são cobertos, para evitar a exalação
de maus odores. Os reatores anaeróbios de
fluxo ascendente, consagrados no mundo todo como
reatores UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket),
funcionam ao mesmo tempo como decantador primário,
reator biológico e digestor de lodo (CAMPOS
et al., 1999).

Sistema de flotação.
O sistema de flotação dispõe
de sistema para aplicação e dosagem
de polieletrólito (dois tanques e duas bombas
dosadora), uma câmara de saturação
e um tanque de flotação. O lodo flotado
tem acesso a um poço de sucção
com sistema de recalque. Este sistema recalca lodo
para a saída da caixa de areia, ou para o
poço de sucção da centrífuga.
Como há necessidade de se pressurizar parte
do efluente dos flotadores nas as câmaras
de saturação, foi instalada elevatória
específica para esse fim.

Desidratação
de lodo.
O lodo removido dos módulos de reatores anaeróbios
tem acesso, por gravidade, até poço
de lodo, de onde é recalcado até a
centrífuga. O líquido drenado nesta
instalação retorna ao reator anaeróbio.

Tratamento e queima
de gases.
Os gases coletados nas calhas de coleta de gases
dos reatores anaeróbios são queimados
em um queimador de gases tipo “FLARE”.
Os gases exalados na superfície dos reatores
anaeróbios serão exauridos mecanicamente
e enviados a unidades especiais para seu tratamento.
Para evitar exalação de odores no
poço de sucção da elevatória
de esgotos brutos e nas instalações
das grades e das caixas de areia, foi prevista sucção
de gases, que são encaminhados a reatores
de leito fixo.


Destino do lodo.
O lodo desidratado na centrífuga é
encaminhado para aterro industrial.
Aeração
do efluente.
O efluente é aerado no próprio processo
de flotação e através dos desníveis
(degraus) na canalização de saída
da ETE até o corpo receptor.