Abastecimento: de onde a água vem

O abastecimento de água de Valinhos

Valinhos é abastecida por águas vindas de vários lugares. Alguns deles sequer ficam na nossa cidade, embora sejam patrimônios do município.

Conheça as nossas unidades de captação:


Captação do Rio Atibaia

55% da água consumida no município

Localizada no quilômetro 119 da Rodovia Dom Pedro I, foi construída entre 1995 e 1996.

A água captada do rio, que é abastecido pelo Sistema Cantareira, passa por uma grade para retenção dos sólidos grosseiros (gradeamento), em seguida alcança duas caixas de areia que retêm grande parte dos sólidos em suspensão por decantação.

Após esse pré-tratamento, a água é bombeada para a Estação de Tratamento de Água (ETA II) por uma adutora de 400 milímetros de diâmetro e 8,5 quilômetros de extensão que passa por baixo da Rodovia Dom Pedro I. São aproximadamente 2,3 quilômetros de bombeamento e 6,2 quilômetros por gravidade.

A captação opera com três bombas do tipo turbina de eixo vertical, sendo uma reserva, com potência de 450 cavalos.
Atualmente, a adução da água bruta do rio Atibaia é de cerca de 170 litros por segundo.

Córrego Invernada - captação emergencial

2,5% da água consumida no município

O Córrego Invernada mostrou-se uma eficiente alternativa complementar no abastecimento de Valinhos na severa estiagem de 2013/2014. Suas águas, provenientes de nascentes na região do Porto Seguro, contribuem com cerca de 1.000.000 de litros/dia para o tratamento na ETA I.

Córrego Ponte Alta - captação emergencial

2,5% da água consumida

O Córrego Ponte Alta, abastecido com água de nascentes da região do Jardim do Lago, contribuiu durante a estiagem de 2013/2014 com cerca de 1.000.000 de litros por dia e, ao lado do Córrego Invernada, foi de grande importância para Valinhos.

Barragem Figueiras

20% da água consumida no município

Construída ao lado do Hotel Fazenda Fonte Sônia e às margens da Avenida Altino Gouveia, no Jardim Pinheiros, o complexo é composto por três lagoas com capacidade de armazenar 100 milhões de litros de água.

A água captada é enviada para a Estação de Tratamento de Água (ETA) I por uma adutora de 300 milímetros de diâmetro e 3.017 metros de extensão, com capacidade de bombear até 110 litros por segundo.

A Barragem Figueiras foi construída em sistema de parceria com ceramistas e oleiros, que fizeram o trabalho de escavação em troca da argila e da areia retirados do local.

As lagoas possuem diversas espécies de peixes colocados pelo DAEV, por meio de convênio com o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), e mantidos pelo Programa de Atendimento ao Idoso, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação da Prefeitura de Valinhos, como parte do Projeto Peixe & CIA, criado em 1983. No mesmo local ainda funciona o Centro de Lazer de Trabalhador (CLT) ‘Ayrton Senna da Silva’.

Barragem Santana dos Cuiabanos

A Barragem Santana dos Cuiabanos está localizada na fazenda de mesmo nome na Rodovia Dom Pedro I, propriedade da família Rocha Azevedo. A reserva é estimada em 130 milhões de litros de água.

O manancial opera com dois conjuntos moto-bomba, dos quais um é reserva. A adutora, de 250 milímetros de diâmetro, possui 1.250 metros de extensão e capacidade para bombear 50 litros por segundo. A água é aduzida por recalque até um ponto mais elevado, de onde desce até a Barragem Figueiras por gravidade.

A adutora que leva a água da Santana dos Cuiabanos até a Figueiras é dividida em duas partes: o primeiro trecho é por recalque e o segundo, por gravidade. É acionada sempre no período de estiagem, de março a outubro, garantindo que não falte água à população valinhense.

A construção também conta com a colaboração do proprietário do Hotel Fazenda Fonte Sônia, para que dois córregos desviados aumentem a capacidade de vazão da lagoa.

Barragem João Antunes dos Santos

A Barragem João Antunes dos Santos, localizada no município de Vinhedo, em área de propriedade do DAEV, alimenta a Estação de Tratamento de Água (ETA) I pela antiga Adutora da Rocinha, que abastecia Campinas e foi comprada por Valinhos em 1955. Desde então, fornece água agora somente ao município.

A compra foi efetivada com base em decisão do Supremo Tribunal Federal, depois de longa batalha judicial contra o município vizinho.

O sistema, também conhecido como aqueduto, enviava a água até Campinas por gravidade, sem auxílio de bombas. Iniciada em 1876 e concluída em 1891 pelo engenheiro Robert Normaton, foi idealizado por Dom Pedro II para abastecer Campinas no século XIX.

Quatro lagoas integram a barragem, que recebe água dos córregos Iguatemi e Bom Jardim.

A adutora está dividida em três trechos:

- O primeiro, com 375 milímetros de diâmetro, é de ferro batido e tem 540 metros de comprimento. O segundo, de 375 milímetros de diâmetro e 475 metros de extensão, é de concreto centrifugado hume.

- O trecho seguinte possui 4.400 metros de comprimento e 457 milímetros de diâmetro.

- E o terceiro e último é subdividido em dois: um com 375 milímetros de diâmetro e 2.390 metros de extensão. O final tem bitola de 350 milímetros e 2.410 metros.

No período de estiagem, a vazão média cai de 100 para 65 litros por segundo. A diferença é suprida pela Barragem Moinho Velho.

Na estiagem de 2013/2014, a Barragem João Antunes dos Santos apresentou volume morto, com vazão nominal inferior a 9 litros por segundo.

Barragem Moinho Velho

20% da água consumida no município

A função da Barragem do Moinho Velho é suprir a redução da vazão durante o período de estiagem na Barragem João Antunes dos Santos. Uma bomba conduz a água do Moinho Velho até uma caixa de passagem da Adutora da Rocinha, que encaminha a água até a ETA I.

A Barragem do Moinho Velho, localizada no bairro dos Ortizes e inaugurada em 1996, foi construída em parceria com oleiros e ceramistas, que retiraram do local 120.000 m³ de areia e argila.

Com vazão de 35 litros por segundo, a Barragem Moinho Velho armazena 120 milhões de litros de água.

Poços profundos

Responsáveis por 5% da água consumida no município

O DAEV possui 21 poços, com profundidade média de 150 metros, dos quais 16 estão em operação. Foram perfurados na época em que ainda não existia a Estação de Tratamento de Água (ETA) II e a captação do Rio Atibaia. Naquele período, nos meses de estiagem, a cidade corria o risco de ficar sem água.

Muitos desses poços foram desativados ou não estão sendo operados. A captação do Rio Atibaia reduziu utilização de algumas unidades.

Os poços receberam o nome do bairro onde estão localizados.


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